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Autoestima na artrite reumatoide e prevenção de agravos nas Doenças Reumáticas por meio da adequada imunização

Como falar de artrite reumatoide e não falar de autoestima? Esse foi o tema da abertura do MIC Festival do dia 24 de setembro, em nossa Roda de Prosa que contou com a participação da reumatologista Marcela Andrade, da psicóloga Geralda Sá e de pacientes convidadas.

Destacou-se que o impacto da doença autoimune na é muito maior do que algumas pessoas pensam, principalmente quando o corpo é afetado por efeitos adversos dos tratamentos. Segundo Marcela Andrade, a artrite reumatoide impacta principalmente as mulheres em sua vaidade, que acaba ficando em segundo plano quando se trata de estabilizar a doença e controlar a dor.

A psicóloga Geralda Sá lembrou que uma das maiores queixas da mulher vem da cobrança por parte da sociedade como um todo de que ela seja 100% ativa, na família, nos relacionamentos, trabalho, etc., e que o sentimento de frustração vem acompanhado da baixa autoestima.

“Quando recebi meu diagnóstico eu tinha 21 anos, estava em idade plena de mulher, trabalhadora, tinha vida ativa, e foi muito complicado largar o salto alto, pois eu sou baixinha. Logo depois veio o diagnóstico de Síndrome de Sjogren, que me tirou também o uso de maquiagem”, desabafou Cátia. “Eu tive que aceitar, assumir e me adequar a essa nova realidade na minha vida”, complementou.

Enquanto a prosa acontecia no auditório 1, no auditório 2 recebemos a ilustre presença do nosso anfitrião Bob Burnquist. Ele falou  sobre o projeto Skate Cuida, que acontece na Ilha da Gigoia (RJ). Em paralelo, o artista Ment retratava a doença de Crohn por meio de cores e formas. Bob Burnquist, em momentos de sua palestra, trouxe uma frase que nos é muito familiar: “a dor nos une”. Realmente é um fato, pois muitas vezes podemos observar que, até mesmo no esporte, surgem diagnósticos de doenças reumáticas,  caso do ex-atleta Daniel Gramignoli, que trouxe seu relato no bate papo que rolou no dia 23 de setembro. Na ocasião ele  falou sobre o diagnóstico de espondilite anquilosante, quando ainda jogava pela Seleção Brasileira de Voleibol.

Na sequência, a pediatra Monica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e médica do corpo clínico da CEDIPI, falou sobre o calendário de vacinação para pacientes especiais. Um assunto superimportante, que diz respeito à prevenção de doenças infecciosas que podem ser graves e descompensar a doença reumática de base.

A médica frisou que pessoas com doenças autoimunes têm um risco aumentado de desenvolver doenças infecciosas devido à baixa imunidade decorrente do tratamento ou da própria doença. E informou sobre a existência de recomendações específicas contidas no calendário de vacinação da SBIm, próprio para esses pacientes, e que pode ser acessado pelo link https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-pacientes-especiais.pdf.

Levi informou que o SUS oferece vacinas gratuitamente para os chamados pacientes especiais nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais, os Crie, mediante encaminhamento médico. “Os imunizantes, que não estão disponíveis na rotina do Programa Nacional de Imunizações (PNI), são oferecidos também para as pessoas que mantêm contato próximo com esses pacientes, como os familiares”, orientou.

Você pode conferir essa aula completa no canal do youtube https://youtu.be/7XJfGtMCy6A?t=7287

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